A incontinência urinária afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente as pessoas idosas. No Brasil, estima-se que entre 30% e 60% das pessoas com mais de 60 anos enfrentam essa condição, que pode causar desconforto, impacto emocional e até isolamento social. No entanto, é importante destacar que a incontinência urinária não é uma consequência inevitável do envelhecimento e, na maioria dos casos, tem tratamento!
A importância do diagnóstico e tratamento
A incontinência urinária pode ocorrer por diversos fatores, como fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, alterações neurológicas, uso de medicamentos diuréticos ou até mesmo dificuldades de mobilidade. Há três principais tipos de incontinência:
De esforço: ocorre ao tossir, rir ou fazer algum esforço físico.
Por urgência: caracteriza-se pela necessidade repentina de urinar.
Mista: combinação dos dois tipos anteriores.
O primeiro passo para um tratamento eficaz é buscar orientação médica. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para a incontinência urinária, que pode incluir:
Exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico
Treinamento da bexiga para reduzir a frequência urinária
Uso de medicamentos para controle da contração da bexiga
Cirurgias minimamente invasivas, quando necessário
Além disso, o SUS disponibiliza fraldas geriátricas para pessoas que necessitam, mediante avaliação médica e cadastro no programa de fornecimento pelo município.
A Pastoral da Pessoa Idosa e o cuidado integral
A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) acompanha de perto as dificuldades enfrentadas por pessoas idosas, incluindo os desafios da incontinência urinária. Por meio das visitas domiciliares, os líderes voluntários promovem acolhimento, orientação e incentivo para que as pessoas idosas não sintam vergonha ou medo de buscar ajuda médica.
Além disso, o trabalho da PPI fortalece o apoio familiar e comunitário, ajudando a combater o isolamento social e garantindo que todas as pessoas idosas tenham uma vida com mais dignidade, saúde e bem-estar.
Se você ou alguém próximo enfrenta dificuldades com a incontinência urinária, não ignore os sinais! Procure uma unidade de saúde e saiba que há tratamento e suporte disponíveis. Juntos, podemos quebrar tabus e garantir um envelhecimento mais saudável e ativo!
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
“Somos 12 Comissões na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas eu realmente fico impressionado com a Comissão Sociotransformadora. A cada dia descubro uma nova frente de trabalho, uma iniciativa diferente, um novo projeto sendo implantado. Então, sem sombra de dúvidas, eu posso dizer a vocês que é a Comissão mais ampla, mais complexa e mais desafiadora da Igreja do Brasil. Por um lado, isso nos dá a força e a coragem de ter que realmente enfrentar tudo o que isso significa”, destaca o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers em sua saudação no segundo dia do Seminário das Pastorais Sociais, em Brasília (DF). O evento reúne os bispos referenciais e representantes das pastorais e organismos que integram a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB).
Dom Ricardo pontuou o agradecimento da presidência da CNBB aos agentes das pastorais sociais pela missão que vivem junto às comunidades e na liderança de ações em defesa de direitos fundamentais, inseridos também nos espaços de atuação cidadã. “Agradecemos a vocês pelo trabalho que realizam nas bases, que é um trabalho imensurável. Sabemos que há um discurso, uma narrativa sendo construída, de que tudo do social é negativo e vocês continuam perseverando. Da nossa parte, estamos sempre preocupados em como poderíamos avançar, como poderíamos apresentar também ao Brasil, nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja, no processo de evangelização, que isso é parte integrante, é DNA da Igreja, não tem como separar”.
O seminário
“Nós estamos realizando o Seminário das pastorais sociais e organismos do Povo de Deus que é promovido exatamente pela Cepast-CNBB que tem como objetivo, em primeiro lugar, vivenciar e levar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, junto às pessoas empobrecidas, também pautados na Doutrina Social da Igreja (SDI)”, explica Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo diocesano de Brejo (MA) e presidente da Cepast-CNBB.
“Estar reunidos com todas as pastorais sociais é um momento muito importante para nós porque conseguimos perceber o que cada uma tem feito, conseguimos nos articular e refletir coletivamente, uma vez que juntas somos o braço social da Igreja no Brasil. São as pastorais sociais e os organismos que conseguem estar mais próximos das pessoas mais vulneráveis, e poder estar aqui reunidos nos faz pensar também em como a nossa ação nos aproxima e nos fortalece, enquanto Igreja em saída”, destaca Indi Gouveia, membro da coordenação colegiada da Cáritas Brasileira.
Os dois dias de Seminário contaram com uma programação que alternou momentos de acolhimento entre as pessoas, formação e encaminhamentos práticos em vista da organização e planejamento das pastorais e organismos. “Compartilhamos nosso compromisso com os pobres fazendo essa caminhada também com os movimentos populares. Neste Seminário nós estamos realizando uma análise de conjuntura social, para olhar exatamente os desafios que nós encontramos na sociedade mas, ao mesmo tempo, para dizer que é importante o papel das pastorais sociais específicas: Pastoral Carcerária, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas Brasileira, Pastoral da Mulher, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Moradia e Favela, Pastoral da Saúde, enfim, são 27 pastorais identificadas com as causas sociais, a partir da perspectiva da Doutrina Social da Igreja”, relata dom Valdeci.
De acordo com o bispo, o Seminário “é um momento de animação, para alimentar o nosso esperançar na luta por um mundo mais justo, mais fraterno. Por isso, retomamos vários temas, por exemplo, o Projeto Popular: O Brasil que queremos, o Bem Viver dos Povos, esse projeto que nós estamos construindo como resultado da 6ª Semana Social Brasileira”, finaliza.
Os participantes do Seminário puderam também participar presencialmente do Ciclo de Reflexões: Jubileu e ecologia integral – implicações socioambientais e pastorais, que aconteceu na sede da CNBB.
Elementos de esperança
Um dos pontos centrais do Seminário foi a análise de conjuntura, que contou com as contribuições de Chico Botelho, secretário adjunto da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e Rud Rafael da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e propôs um olhar sobre os arranjos geopolíticos atuais e as oportunidades para saídas sociotransformadoras.
Segundo Botelho, diante de um mundo mergulhado em crises políticas, econômicas e sociais, a profecia que o Papa Francisco nos oferece, expressa-se de maneira extraordinária na Laudato Si e se constitui como um elemento de grande esperança, na medida em que aponta para questões essenciais para a compreensão de saídas justas para a nova organização mundial, com uma crítica profunda ao neoliberalismo. Francisco nos oferece ainda outra porta de saída que é a Fratelli Tutti, “uma crítica profunda à forma como os grupos autoritários estão se posicionando no mundo”, bem como a proposta da Economia de Francisco e Clara que se apresenta como alternativa à economia que mata. Em sua análise Botelho ainda destaca a carta do Papa Francisco aos bispos americanos. “As propostas de um novo mundo estão muito nas ações e práticas do Papa Francisco, e tem dialogado com uma série de forças no mundo. As resistências estão sendo levantadas”, afirma o secretário adjunto da CBJP.
Entre os sinais de esperança, Rud Rafael também destaca a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) como espaço para discutir justiça climática no Brasil e no mundo. “O debate ambiental permite aos movimentos sociais recuperar a capacidade de pensar sistemas e lutas por moradia e reforma agrária. Chegou a hora de retomar as utopias e a agenda ambiental nos recolocar nesse debate. Popularizar esse debate é fundamental, por isso estamos investindo na Cúpula dos Povos como propulsora do aprofundamento político sobre alternativas articuladas a partir dos territórios e de uma unidade política que nos permita avançar numa agenda comum”, conclui.
A Campanha da Fraternidade de 2025, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), traz o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema bíblico “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). Esta edição convida os fieis a refletirem sobre a interconexão entre todos os seres e a importância de uma conversão ecológica que promova justiça social e ambiental.
A Importância da Ecologia Integral
Inspirada nos 800 anos do “Cântico das Criaturas” de São Francisco de Assis e nos 10 anos da encíclica “Laudato Si'”, a campanha destaca a necessidade de uma ecologia que integre aspectos ambientais, sociais, culturais e espirituais. Reconhece-se que a degradação ambiental afeta diretamente os mais vulneráveis, incluindo as pessoas idosas, que muitas vezes sofrem com as consequências das mudanças climáticas e da poluição.
A Conexão com a Pastoral da Pessoa Idosa
A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) desempenha um papel fundamental ao promover o cuidado e a valorização das pessoas idosas em nossas comunidades. A Campanha da Fraternidade 2025 reforça essa missão ao enfatizar que o cuidado com a criação inclui o respeito e a atenção aos mais velhos, que são guardiões da memória e da sabedoria coletiva. A PPI, através de visitas domiciliares e ações comunitárias, atua diretamente na promoção de uma ecologia integral, garantindo que as pessoas idosas vivam com dignidade e em harmonia com o meio ambiente.
Como Engajar-se na Campanha
Formação e Conscientização: Participe de encontros e grupos de reflexão que abordem o tema da ecologia integral e discutam maneiras práticas de implementar ações sustentáveis em sua comunidade.
Ações Práticas: Incentive práticas ecológicas, como a redução do consumo de plástico, reciclagem e o uso consciente dos recursos naturais, envolvendo especialmente as pessoas idosas nessas iniciativas.
Espiritualidade Ecológica: Promova momentos de oração e celebrações que integrem o cuidado com a criação, reconhecendo a presença de Deus em todas as criaturas e valorizando a contribuição das pessoas idosas na transmissão da fé e da cultura.
Ao abraçar o chamado da Campanha da Fraternidade 2025, somos convidados a uma transformação profunda que reconhece a interdependência entre a criação e a humanidade. A Pastoral da Pessoa Idosa, alinhada a esse propósito, continua sua missão de cuidar e valorizar aqueles que tanto contribuíram e ainda contribuem para a construção de um mundo mais justo e fraterno.
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
O Brasil tem cada vez mais pessoas idosas, e garantir que elas sejam acompanhadas e valorizadas é uma missão essencial. A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) atua justamente nesse propósito, promovendo visitas domiciliares, formação de voluntários e integração comunitária. Se você deseja levar a PPI para sua paróquia, siga estes 4 passos!
1º Passo: Reunião de Sensibilização
Antes de iniciar a PPI em sua comunidade, é fundamental envolver a paróquia e seus membros. Para isso:
Converse com o pároco para obter sua autorização e apoio;
Agende uma reunião com pessoas interessadas e um representante da PPI (coordenador diocesano ou facilitador);
Apresente o histórico e a metodologia da Pastoral, destacando a importância do trabalho com as pessoas idosas;
Identifique se já existem iniciativas voltadas às pessoas idosas na comunidade e como a PPI pode somar a esses trabalhos.
Durante essa reunião, também é interessante exibir materiais da PPI, como vídeos institucionais e o Guia do Líder, para melhor compreensão da missão e das atividades realizadas.
2º Passo: Capacitação dos Líderes Comunitários
A PPI funciona por meio da atuação dos líderes comunitários, que são voluntários preparados para acompanhar as pessoas idosas da comunidade. Para isso, é necessário:
Realizar uma capacitação de, no mínimo, 21 horas, com turmas de até 25 participantes;
Garantir que cada líder comunitário esteja comprometido a realizar visitas domiciliares mensais;
Registrar o acompanhamento mensal no sistema SIGPPI;
Nomear um coordenador paroquial, que será homologado pelo pároco;
Assegurar o acompanhamento dos primeiros meses de atuação dos líderes por um facilitador experiente.
3º Passo: Implantação e Fortalecimento da Pastoral
Com os líderes capacitados, é hora de colocar a pastoral em ação!
Cada líder visitará no mínimo uma e no máximo dez pessoas idosas da comunidade, residentes próximo de sua casa;
As visitas domiciliares ajudarão a monitorar a saúde e o bem-estar das pessoas idosas, garantindo apoio e presença fraterna;
Reuniões mensais serão realizadas para avaliação e formação contínua dos líderes;
O coordenador paroquial e a equipe de liderança devem manter contato com a coordenação diocesana para suporte e alinhamento das atividades.
4º Passo: Celebração do Envio dos Líderes
Ao final do processo de capacitação e início das atividades, recomenda-se a realização de uma “Celebração de Envio”, onde os líderes receberão a missão de acompanhar as pessoas idosas da comunidade. Esse momento, realizado com a bênção do pároco, simboliza o compromisso com a causa e fortalece o sentido pastoral. Lembramos que a PPI é ecumênica. Tanto as pessoas idosas como os líderes podem ser de qualquer denominação religiosa.
Faça parte dessa missão!
A Pastoral da Pessoa Idosa é uma rede de amor e cuidado que pode transformar a vida das pessoas idosas em sua comunidade. Se você deseja implantar a PPI em sua paróquia, procure a coordenação diocesana mais próxima ou entre em contato com a PPI Nacional, pelo telefone: (41) 3076-6529 ou e-mail: secretaria@ppi.org.br. Juntos, podemos levar acolhimento e dignidade a quem mais precisa!
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
A atividade física é essencial em todas as fases da vida, mas, após os 60 anos, ela se torna ainda mais importante. Movimentar-se regularmente não significa apenas manter o corpo saudável, mas também fortalecer a mente, preservar a autonomia e proporcionar bem-estar. Para a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), que tem como missão promover a dignidade e a qualidade de vida das pessoas idosas por meio da convivência e do cuidado fraterno, incentivar a prática da atividade física é uma forma concreta de estimular um envelhecimento ativo e saudável.
Por que praticar atividade física após os 60 anos?
Com o avanço da idade, o corpo passa por diversas mudanças naturais, como a perda de massa muscular (sarcopenia) e a redução da densidade óssea, o que pode levar a problemas como osteoporose e risco aumentado de quedas. A prática regular de exercícios pode ajudar a minimizar esses impactos, fortalecendo músculos e ossos, além de melhorar o equilíbrio e a coordenação motora.
Os benefícios não param por aí. De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, as pessoas idosas que se mantêm fisicamente ativas apresentam maior disposição para realizar atividades do dia a dia, preservam a independência por mais tempo e enfrentam menos problemas como dores articulares, cansaço excessivo e doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Além disso, exercitar-se contribui para a saúde mental, reduzindo sintomas de depressão, ansiedade e solidão, problemas comuns nessa fase da vida.
Quanto tempo e quais atividades são recomendadas?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas idosas pratiquem pelo menos 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana, o que equivale a cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes na semana. Mas não é preciso fazer tudo de uma vez! Pequenas atividades ao longo do dia já fazem diferença.
Exemplos de exercícios que podem ser incorporados ao dia a dia:
Caminhadas em praças, parques ou até mesmo dentro de casa;
Exercícios de força, como levantar pequenos pesos ou usar o próprio peso do corpo;
Atividades de equilíbrio, como ficar sobre um pé só ou levantar-se lentamente da cadeira;
Alongamentos e movimentos suaves, como os praticados no tai chi chuan ou no yoga;
Atividades domésticas, como varrer a casa, cuidar das plantas e estender roupas.
O importante é escolher algo prazeroso e adequado à condição física de cada pessoa, respeitando seus limites e evitando exageros.
As práticas integrativas e complementares (PICS) e o SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diversas práticas integrativas e complementares em saúde (PICS), que podem contribuir para o bem-estar da pessoa idosa. Essas atividades incluem yoga, tai chi chuan, danças circulares, entre outras, e são oferecidas gratuitamente em algumas Unidades Básicas de Saúde e nos polos do Programa Academia da Saúde.
O Programa Academia da Saúde é uma iniciativa do SUS que promove ações de promoção da saúde, incluindo exercícios físicos e práticas que incentivam um estilo de vida mais ativo. Se houver um polo desse programa em sua cidade, vale a pena buscar informações e participar!
Cuidados e dicas práticas
Antes de iniciar qualquer atividade física, consulte um profissional de saúde para verificar quais práticas são mais adequadas para você.
Use roupas e calçados confortáveis para evitar desconfortos ou lesões.
Hidrate-se bem antes, durante e depois da prática.
Respeite seus limites e vá aumentando a intensidade aos poucos.
Sempre que possível, pratique atividades em grupo. O convívio social também faz bem para a saúde!
O papel dos líderes da Pastoral da Pessoa Idosa
Os líderes da PPI, que realizam visitas domiciliares mensais às pessoas idosas, têm um papel fundamental na promoção da saúde e do bem-estar. Durante as visitas, eles podem incentivar a prática de atividades físicas, explicando seus benefícios e sugerindo exercícios simples que podem ser feitos em casa. Pequenos estímulos, como lembrar da importância de alongamentos ou sugerir caminhadas curtas, podem fazer grande diferença na qualidade de vida das pessoas idosas acompanhadas pela pastoral.
Manter-se ativo é um dos segredos para um envelhecimento saudável e feliz. Se você é uma pessoa idosa ou acompanha alguém que está nessa fase da vida, incentive e pratique a atividade física sempre que possível. O corpo e a mente agradecem!
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
Com o avançar da idade, o sistema imunológico se torna mais vulnerável a doenças. Por isso, manter a vacinação em dia é essencial para garantir qualidade de vida e prevenção de complicações graves. No Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza gratuitamente pelo SUS um conjunto de vacinas específico para pessoas com mais de 60 anos. Conheça quais são essas vacinas e por que elas são fundamentais!
Por que a vacinação é essencial após os 60 anos?
O envelhecimento aumenta o risco de infecções graves, hospitalizações e complicações de doenças preveníveis. As vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos, protegendo o organismo contra vários agentes infecciosos. Estudos apontam que a imunização adequada pode salvar milhares de vidas e reduzir significativamente o número de internações hospitalares.
Quais vacinas estão disponíveis para idosos pelo SUS?
Hepatite B
Indicação: protege contra infecções no fígado.
Esquema: 3 doses, conforme a situação vacinal.
Febre Amarela
Indicação: dose única, recomendada para idosos não vacinados e mediante avaliação médica.
Esquema: verificar situação vacinal.
Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola)
Indicação: previne doenças virais que podem causar complicações graves.
Esquema: varia conforme idade e histórico vacinal.
Dupla Adulto (DT) – Difteria e Tétano
Indicação: previne doenças bacterianas graves.
Esquema: reforço a cada 10 anos.
Pneumocócica 23-Valente (PPV 23)
Indicação: protege contra pneumonia, meningite e infecções no sangue.
Esquema: dose única, indicada para grupos específicos, como idosos acamados ou institucionalizados.
Influenza (Gripe)
Indicação: previne gripes e suas complicações, como pneumonias.
Esquema: dose anual, geralmente aplicada em campanhas sazonais.
Covid-19
Indicação: protege contra complicações graves da infecção pelo SARS-CoV-2.
Esquema: reforço a cada seis meses.
Vacinas Disponíveis na Rede Privada
Além das vacinas ofertadas pelo SUS, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda outras imunizações disponíveis na rede privada:
Vacina contra Herpes Zóster: previne a doença e suas complicações dolorosas.
Vacina contra Meningite: indicada para casos específicos.
A Importância da Atualização Vacinal
Infelizmente, a adesão à vacinação ainda está abaixo do ideal. Apenas 62% das pessoasos idosaos tomaram a vacina da gripe em 2024, e a cobertura da vacina bivalente contra a Covid-19 ainda é baixa. Por isso, é fundamental que o público com mais de 60 anos as pessoas idosas e seus familiares fiquem atentos ao calendário vacinal e procurem as unidades de saúde para se imunizar.
Manter a caderneta de vacinação atualizada é um ato de amor e cuidado com a própria saúde e com a comunidade!
Onde se Vacinar?
Todas as vacinas listadas acima estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Consulte um profissional de saúde para verificar sua situação vacinal e garantir a proteção necessária!
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
No dia 4 de fevereiro de 2025, o Jornal da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) celebra três anos de existência, consolidando-se como uma importante ferramenta de comunicação e formação para líderes e coordenadores da Pastoral em todo o Brasil. Criado no final da pandemia de Covid-19, o jornal nasceu de um projeto de comunicação em parceria com uma empresa privada, Grupo Potencial, com o objetivo de alcançar todas as regiões do país por meio da internet. O YouTube foi a plataforma escolhida para garantir o acesso amplo e democrático à informação.
Desafios e evolução
Desde o início, um dos maiores desafios da equipe nacional da PPI tem sido manter a regularidade do jornal, que vai ao ar todas as sextas-feiras, às 16h. “Em meio a tantas atividades da pastoral, estar ali toda semana no mesmo horário exige muita dedicação. Não somos profissionais da comunicação, mas nossa vontade de levar informação superou qualquer dificuldade”, compartilha Regina Riba, que integra a equipe da Coordenação Nacional e propôs a criação do Jornal da PPI em 2022.
Ao longo desses três anos, o jornal passou por diversas melhorias. No último ano, recebeu uma nova identidade visual e vinhetas, tornando a experiência mais dinâmica e profissional. A escolha dos temas também segue um critério estratégico: considera-se o período litúrgico da Igreja, são abordadas campanhas de saúde e direitos humanos, além de atender sugestões vindas da base.
Impacto na base da Pastoral
Para os líderes e coordenadores, o Jornal da PPI tornou-se indispensável. Rita Maria Pelegrinello Carneiro, da Diocese de Caçador (SC), conta como o jornal transformou sua caminhada pastoral: “Há 12 anos fui capacitada para ser líder da PPI. Antes, tínhamos pouco material e poucas referências. Quando o Jornal da PPI surgiu, abriu muitas portas para mais conhecimento. Os temas abordam qualidade de vida das pessoas idosas e reforçam a importância de levar afeto e esperança a elas. A troca de experiências entre diferentes regiões do Brasil é muito válida e fortalece nossa missão”.
Maria José Cantagalo (Zeza), coordenadora paroquial em Americana (SP), destaca o impacto do jornal na formação dos líderes: “O Jornal da PPI representa uma aula semanal. Ele nos dá força para levarmos nosso trabalho com amor e dedicação. Com as informações compartilhadas, trabalhamos mais confiantes, sabendo que as pessoas idosas também se sentirão seguras em nossas visitas. Um tema que me marcou muito foi a importância da valorização e do respeito às pessoas idosas, além do combate ao abandono”.
Sonia, que que acompanha assiduamente o jornal, afirma: “Aprendo muito em cada edição, além de nos fortalecer na missão”.
Convidados especiais e momentos marcantes
Cada edição do Jornal da PPI é única, e a equipe recebe cada convidado com carinho e dedicação. “Uma das grandes alegrias foi entrevistar pessoas de outros países, como representantes do Vaticano. Isso nos mostrou como nosso trabalho tem uma dimensão ainda maior do que imaginávamos”, compartilha Sandra Michellim, coordenadora nacional da PPI.
Ao completar três anos de existência, o Jornal da PPI reafirma seu compromisso com a formação, a informação e a partilha de experiências. Que venham muitos mais anos de jornalismo a serviço da missão da Pastoral da Pessoa Idosa!
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
A esperança, coração do Jubileu, foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para a V Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas, que será celebrada no dia 27 de julho de 2025. Com o lema “Bem-aventurado aquele que não perdeu a esperança” (cf. Eclo 14, 2), a data reforça a importância das pessoas idosas como sinal de fé e perseverança para as novas gerações.
A escolha do tema foi divulgada pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, que destacou a conexão da esperança com o Ano Jubilar. “As palavras, extraídas do livro do Eclesiástico, expressam a bem-aventurança dos idosos e indicam na esperança depositada no Senhor o caminho para uma velhice cristã e reconciliada”, afirmou o comunicado oficial.
Instituição da Jornada
A Jornada Mundial dos Avós e das Pessoas Idosas foi instituída pelo Papa Francisco em 2021 com o objetivo de fortalecer o vínculo entre as gerações e promover a valorização das pessoas idosas na sociedade e na Igreja. Neste ano, a celebração acontece logo após o Jubileu das famílias, das crianças, dos avós e das pessoas idosas, programado para o período de 30 de maio a 1º de junho.
O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida reforça o convite do Santo Padre para que todas as dioceses celebrem a data com iniciativas voltadas às pessoas idosas, promovendo momentos de encontro, visitação e integração entre gerações.
A Pastoral da Pessoa Idosa incentiva a participação de todas as comunidades nessa celebração especial, ressaltando a missão dos voluntários que acompanham as pessoas idosas e promovem a dignidade e a valorização da sua experiência de vida.
Fique atento às próximas atualizações! Em breve, a mensagem oficial do Papa Francisco para a Jornada será divulgada.
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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
A Carteira da Pessoa Idosa, conhecida como Carteira do Idoso, é um documento que garante gratuidade ou desconto de pelo menos 50% em passagens interestaduais para pessoas com 60 anos ou mais e renda individual de até dois salários mínimos. Emitida de forma online ou presencial, essa carteira facilita o acesso ao direito previsto no Estatuto da Pessoa Idosa, evitando a necessidade de apresentar outros comprovantes de renda ao solicitar o benefício.
Como emitir a Carteira da Pessoa Idosa?
A emissão do documento pode ser feita pela internet, no sitecarteiraidoso.cidadania.gov.br, utilizando a conta gov.br. Quem preferir, pode solicitar presencialmente no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo. Vale lembrar que é necessário estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Se a pessoa idosa ainda não estiver cadastrada, é preciso procurar o CRAS para realizar a inscrição antes de solicitar a carteira.
Aqueles que realizarem uma nova inscrição ou atualização no Cadastro Único precisam aguardar cerca de 45 dias para a emissão da carteira. Caso haja urgência, os municípios podem fornecer uma Declaração Provisória com validade de 180 dias, garantindo o acesso ao benefício enquanto o documento definitivo não for emitido.
Dúvidas e mais informações
Para mais informações, basta acessar o sitecarteiraidoso.cidadania.gov.br ou entrar em contato pelo telefone 121, canal de atendimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Se você ou algum familiar se encaixa nos critérios, não deixe de garantir esse direito! A mobilidade é essencial para a qualidade de vida da pessoa idosa, e a Carteira da Pessoa Idosa é uma ferramenta importante para garantir acessibilidade e autonomia.
__ Por Assessoria de Comunicação Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
No dia 4 de janeiro, o Brasil celebra uma data de extrema relevância para a garantia de direitos e a valorização da pessoa idosa: o Dia da Política Nacional da Pessoa Idosa. A data remonta a 4 de janeiro de 1994, quando foi promulgada a Lei nº 8.842, que estabeleceu a Política Nacional do Idoso e criou o Conselho Nacional do Idoso. Esse marco legal trouxe diretrizes fundamentais para assegurar os direitos da pessoa idosa, promover a sua autonomia e fomentar a sua participação ativa na sociedade.
Desde então, muitas mudanças e avanços ocorreram, refletindo um esforço contínuo em atender às necessidades e desafios de uma população idosa em constante crescimento. Atualmente, mais de 37 milhões de pessoas idosas vivem no Brasil, número que deve aumentar nos próximos anos. Essa realidade reforça a importância de olhar para as conquistas trazidas pela Lei nº 8.842 e de continuar avançando.
Um marco na proteção dos direitos das pessoas idosas
A Lei nº 8.842 não apenas consolidou a Política Nacional do Idoso, mas também instituiu mecanismos para garantir sua aplicação. Entre eles, o Conselho Nacional do Idoso, hoje chamado CNDPI – Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Idosa, destacou-se como espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade civil, com a responsabilidade de fiscalizar, propor políticas públicas e assegurar a efetividade dos direitos.
Ao longo desses 31 anos, novas legislações e políticas complementaram a base lançada em 1994, fortalecendo os direitos da pessoa idosa. Um dos marcos mais significativos foi o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. O Estatuto reforçou a proteção à dignidade da pessoa idosa, garantindo direitos fundamentais como saúde, alimentação, transporte e acesso à justiça.
Avanços recentes
Entre as mudanças mais recentes na legislação, destaca-se o fortalecimento de políticas de inclusão digital e acesso à tecnologia e a criação de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Ele tem sido fundamental para pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, garantindo uma renda mínima para milhões de brasileiros.
Outro avanço importante é a ampliação de políticas públicas de saúde, como a criação da Estratégia Saúde da Família, que inclui o acompanhamento de pessoas idosas por agentes comunitários de saúde. Essa estratégia permite um cuidado mais próximo e humanizado, ajudando a prevenir e tratar doenças de forma eficaz.
O papel da Pastoral da Pessoa Idosa
A Pastoral da Pessoa Idosa, organismo da CNBB, tem sido uma aliada na promoção dos direitos da pessoa idosa, atuando diretamente em comunidades de todo o Brasil. Com mais de 20 mil líderes voluntários, a PPI realiza visitas domiciliares e conscientiza sobre a importância da valorização da pessoa idosa.
Neste 4 de janeiro, a Pastoral reforça seu compromisso de atuar como voz ativa na defesa de políticas públicas que garantam mais dignidade, respeito e qualidade de vida para as pessoas idosas. É uma data para celebrar conquistas, mas também para lembrar que ainda há desafios a serem superados, como o combate à discriminação etária e a necessidade de maior acessibilidade em diferentes áreas da sociedade.
Que esta celebração inspire todos nós a fortalecer o cuidado e a inclusão das pessoas idosas, honrando a história de luta e os avanços conquistados ao longo dessas mais de três décadas.