A partir de agora, a Pastoral da Pessoa Idosa passa a desenvolver a primeira edição do Projeto Ecoar, com duração inicial prevista para o período de um ano. Dessa forma, passa a inovar nos processos de produção e disseminação de conteúdos ligados às diferentes áreas que estão alinhadas com a missão da Pastoral.
O Projeto Ecoar conta com patrocínio do Grupo Potencial, um conjunto de empresas 100% brasileiras que completou 25 anos em 2020, atuando no setor industrial de petróleo e energia, com distribuição de combustíveis, postos de gasolina, produção de biodiesel – uma energia limpa e sustentável – e já miram na produção de óleo de soja para os próximos anos.
Assista ao vídeo de lançamento do Projeto!
Conheça os três eixos em que o Projeto Ecoar vai atuar!
Eixo Pastoral & Espiritualidade | Visa promover a essência cristã, evangelizadora e de fé sob a qual se constitui a missão da PPI, divulgando conteúdos ligados às principais celebrações litúrgicas da Igreja, mensagens do Papa, memória dos Santos e suas ações proféticas no mundo, bem como orações, mensagens bíblicas e as principais ações da Pastoral em âmbitos nacional, regionais e locais por todo o país.
Eixo Saúde, Bem-Estar e Sustentabilidade | Tem o objetivo de promover a saúde das pessoas idosas, seu bem-estar físico, psíquico e emocional, bem como disseminar informações e boas práticas de sustentabilidade e cuidado com a Casa Comum, o nosso planeta Terra. Para a PPI e o Projeto Ecoar, a saúde individual está ligada à saúde coletiva e à relação do homem com a Criação, ou seja, com o equilíbrio das forças da natureza. Por conta disso, serão publicados conteúdos que abordem a valorização das diferentes formas de vida, alimentação, envelhecimento ativo, mudanças climáticas, conservação ambiental e boas práticas nos campos da saúde, bem-estar e sustentabilidade entre pessoas idosas.
Eixo Social e de Direitos Humanos de Pessoas Idosas | Quer divulgar de maneira leve e de fácil compreensão, os direitos da pessoa idosa, contidas no Estatuto da Pessoa Idosa, principal legislação voltada às pessoas com 60 anos ou mais, bem como repercutir a atuação da PPI em processos de construção de políticas públicas e da participação social em Conselhos de Direitos (como os Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa, Conselhos de Assistência Social, Conselhos de Saúde, Conselhos de Políticas para as Mulheres etc.).
Confira abaixo, a postagem com o resumo das ações previstas para o Projeto Ecoar!
Desde o período de março de 2020 a Pastoral da Pessoa Idosa – PPI teve sua dinâmica de acompanhamento da pessoa idosa modificada pela pandemia do coronavírus. As visitas domiciliares realizadas pelos Líderes Voluntários às pessoas idosas precisaram ser suspensas e fez-se necessário reinventar estratégias para dar continuidade ao acompanhamento dos idosos, em especial porque o momento impunha a necessidade do distanciamento social, com grande risco de prejuízos emocionais e da saúde física dos idosos, em função da suspensão do convívio presencial.
Nesse momento, a coordenação nacional e as coordenações estaduais, diocesanas e paroquiais incentivaram os Líderes Voluntários a continuarem o trabalho por meio de acompanhamentos remotos, por telefonemas, troca de mensagens, chamadas de vídeos e envio de recados.
Ao longo do acompanhamento remoto, a pastoral identificou a necessidade de desenvolver estratégias que contribuíssem para o bem-estar das pessoas idosas acompanhadas, para além da manutenção dos contatos mensais, e que minimizassem os prejuízos decorrentes da falta de encontros presenciais e de atividades coletivas. Percebeu-se a necessidade de envolvê-las em atividades que ocupassem a mente e o tempo de forma prazerosa, que fortalecessem a espiritualidade e a resiliência e que contribuíssem para gerar sentimentos positivos e leves durante esse período de distanciamento social.
Assim, em conjunto com o Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa – UFV idealizaram o projeto “ Memórias Culinárias Afetivas e Cultura Alimentar” para possibilitar uma maior interação dos Líderes Voluntários com as pessoas idosas acompanhadas, proporcionando momentos de boas lembranças, valorização de sua trajetória de vida e resgate de memórias afetivas culinárias e da cultura alimentar.
Você já pode acessar as Orientações para Participação no Projeto no botão abaixo:
[themify_button link=”https://ppi.org.br/wp-content/uploads/2021/08/Orientações-para-Participação-no-Projeto.pdf”]Orientações para participar do projeto[/themify_button]
No dia 30 de agosto, teremos uma live de lançamento do projeto “Memórias Culinárias Afetivas e Cultura Alimentar”. A live será às 19h, no canal da Pastoral da Pessoa Idosa no Youtube.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai promover uma semana de celebrações para marcar o 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Com eventos on-line, programa de rádio e uma missa dedicada às pessoas idosas, serão promovidos momentos para destacar a importância e a valorização dos idosos na Igreja Católica. O 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos foi convocado pelo Papa Francisco para o próximo dia 25 de julho.
A Pastoral da Pessoa Idosa participa da organização da iniciativa. A série de eventos é uma iniciativa conjunta das Comissões Episcopais para a Vida e a Família e para a Juventude da CNBB e as Pastorais Familiar, Juvenil e da Pessoa Idosa. As lives serão transmitidas, entre os dias 19 e 25 de julho pelos canais da CNBB, da Pastoral Familiar e da Pessoa Idosa no Youtube.
Programação
No primeiro dia (19), às 20h, a Pastoral Familiar vai abordar a sua prática de cuidado e atenção em relação aos idosos. O doutor em educação e pesquisador sobre o tema do envelhecimento humano Eduardo Shmitz e o Dr. João Batista Filho, da Comissão de Bioética, farão parte da discussão.
A Pastoral Juvenil, no dia 21 de julho, também às 20h, vai apresentar entrevistas de jovens com pessoas idosas e avós.
A terceira live, programada para o dia 23, será conduzida pela Pastoral da Pessoa Idosa. A irmã Terezinha Tortelli, coordenadora de relações institucionais, vai comentar sobre a importância da valorização e o respeito para com as pessoas idosas. Ela também vai apresentar a forma de trabalho que vem sendo executado em todo Brasil.
No sábado, dia 24, o tema será pauta do programa de rádio “Fé em Debate”, com o Pe. Reginaldo Manzotti, que vai trazer experiências variadas relacionadas aos idosos, às famílias e aos jovens. Por fim, no domingo (25), Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, será transmitida uma missa pela TV Evangelizar para todo o país. Ela será presidida pelo arcebispo metropolitano de Curitiba (PR), dom José Antônio Peruzzo, referencial da Pastoral da Pessoa Idosa.
Dia Mundial dos Avós
Esta é a primeira vez que a Igreja Católica celebrará o Dia Mundial dos Avós. O Papa Francisco institui a comemoração que deve ser celebrada a partir de agora, todos os anos, no último domingo de julho – próximo ao dia de Sant’Ana e São Joaquim, os avós de Jesus. O tema escolhido para a ocasião “Eu estou contigo todos os dias” (Mt 28,20) tem a finalidade de expressar a proximidade de Deus e da Igreja na vida de cada idoso, especialmente neste momento de pandemia.
Para a ocasião, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida disponibilizou uma série de materiais para auxiliar nas atividades de celebração: o texto da Mensagem do Papa, uma sugestão de oração e um livreto com indicações pastorais, como sugestões para as homilias, memória das pessoas idosas mortas em consequência da Covid-19 e dicas para realização de visitas aos idosos.
Os avós, idosos e todos os fiéis que participarem do Dia Mundial dos Avós poderão receber indulgências plenárias, de acordo com o decreto da Penitenciaria Apostólica. O documento ressalta ainda as condições habituais para receber as indulgências: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.
A indulgência também será concedida nesse dia àqueles que visitarem, real ou virtualmente, idosos necessitados ou em dificuldade. Da mesma forma, estende-se aos idosos doentes e todos que estiverem impossibilitados de sair de casa por motivo grave e se unirem espiritualmente à data (pela televisão, rádio ou por outros meios de comunicação). As indulgências também poderão ser aplicadas em sufrágio das almas do Purgatório. O Vaticano também publicou a mensagem do Papa Francisco para a ocasião.
“Não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelho, da tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo”. Assim falou o Papa Francisco na sua Mensagem para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado no dia 25 de julho próximo.
– Reprodução: Vatican News / Jane Nogara
Na manhã desta terça-feira (22) foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado no 4° domingo de julho, neste ano, no dia 25. O Papa Francisco escreveu sua mensagem colocando-se lado a lado com os idosos, e iniciou afirmando:
“’Eu estou contigo todos os dias’ (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! ‘Eu estou contigo todos os dias’ são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, conosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado”.
Depois de ter recordado as perdas e sofrimentos por causa da pandemia o Papa consolou:
“O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente”
Francisco explica o motivo pelo qual proclamou justamente neste ano o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos:
“Mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!”.
Os anjos que ajudam
O Papa recorda que o “anjo enviado por Deus, pode ter o rosto de um familiar, de um conhecido”, mas o Senhor “envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor”.
Idosos evangelizadores
E alerta os idosos:
“Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto”
E reitera: “Não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelho, da tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo”. Francisco recorda também que alguns idosos podem até afirmar que não têm condições por um motivo ou outro, porém logo encorajou-os: “Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer”.
E citou mais uma vez palavras que já afirmara em outras ocasiões: “Da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores”. “Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos”.
Três pilares para a nova construção
“Nesta perspectiva – continua o Papa – quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser ‘parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas’”. E sugere três pilares sobre os quais sustentar esta nova construção: os sonhos, a memória e a oração”. E explica:
“A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração”
Aliança entre jovens e idosos
Ao falar sobre sonhos dos idosos e visões dos jovens o Pontífice ponderou: “O futuro do mundo está na aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa”.
Recordar é viver
Francisco leva seu pensamento também ao entrelaçamento entre sonhos e memória e afirma: “Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz”. “Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros” afirma o Papa. Depois de recordar Edith Bruck sobrevivente do Holocausto que afirmou ‘mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pensa a fadiga de manter a recordação do que foi…. para mim recordar é viver’, o Papa continua encorajando mais uma vez: “Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória”.
A Oração
Por fim, a oração. “A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo”, disse o Papa. “Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro”.
O Papa Francisco conclui sua mensagem com um auspício: “ Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe”.
CONFIRA ABAIXO, NA ÍNTEGRA, A MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS
Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
(4º domingo de julho – 25 de julho de 2021)
«Eu estou contigo todos os dias»
Queridos avôs, queridas avós!
«Eu estou contigo todos os dias» (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! «Eu estou contigo todos os dias» são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, connosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado.
Bem sei que esta mensagem te chega num tempo difícil: a pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação que se abateu sobre a vida de cada um, mas, a nós idosos, reservou-nos um tratamento especial, um tratamento mais duro. Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram –, viram apagar-se a vida do seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.
O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente. Segundo uma tradição, também São Joaquim, o avô de Jesus, foi afastado da sua comunidade, porque não tinha filhos; a sua vida – como a de Ana, sua esposa – era considerada inútil. Mas o Senhor enviou-lhe um anjo para o consolar. Estava ele, triste, fora das portas da cidade, quando lhe apareceu um Enviado do Senhor e lhe disse: «Joaquim, Joaquim! O Senhor atendeu a tua oração insistente».[1] Giotto dá a impressão, num afresco famoso[2], de colocar a cena de noite, uma daquelas inúmeras noites de insónia a que muitos de nós se habituaram, povoadas por lembranças, inquietações e anseios.
Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: «Eu estou contigo todos os dias». Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!
Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil. Neste período, aprendemos a entender como são importantes, para cada um de nós, os abraços e as visitas, e muito me entristece o facto de as mesmas não serem ainda possíveis em alguns lugares.
Mas o Senhor envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor. A Sagrada Escritura ajudar-nos-á também a entender aquilo que o Senhor nos pede hoje na vida. De facto, Ele manda os operários para a sua vinha a todas as horas do dia (cf. Mt 20, 1-16), em cada estação da vida. Eu mesmo posso dar testemunho de que recebi a chamada para me tornar Bispo de Roma quando tinha chegado, por assim dizer, à idade da aposentação e imaginava que já não podia fazer muito de novo. O Senhor está sempre junto de nós – sempre – com novos convites, com novas palavras, com a sua consolação, mas está sempre junto de nós. Como sabeis, o Senhor é eterno e nunca vai para a reforma. Nunca.
No Evangelho de Mateus, Jesus diz aos Apóstolos: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (28, 19-20). Estas palavras são dirigidas também a nós, hoje, e ajudam-nos a entender melhor que a nossa vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto.
Não importa quantos anos tens, se ainda trabalhas ou não, se ficaste sozinho ou tens uma família, se te tornaste avó ou avô ainda relativamente jovem ou já avançado nos anos, se ainda és autónomo ou precisas de ser assistido, porque não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelho, da tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo.
Portanto existe uma renovada vocação, também para ti, num momento crucial da história. Perguntar-te-ás: Mas, como é possível? As minhas energias vão-se exaurindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? Quantos de vós se interrogam: Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? O próprio Jesus ouviu Nicodemos dirigir-Lhe uma pergunta deste tipo: «Como pode um homem nascer, sendo velho?» (Jo 3, 4). Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer.
Como afirmei já mais de uma vez, da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores. E «oxalá não seja mais um grave episódio da história, cuja lição não fomos capazes de aprender [somos de cabeça dura!]. Oxalá não nos esqueçamos dos idosos que morreram por falta de respiradores (…). Oxalá não seja inútil tanto sofrimento, mas tenhamos dado um salto para uma nova forma de viver e descubramos, enfim, que precisamos e somos devedores uns dos outros, para que a humanidade renasça» (Papa Francisco, Enc. Fratelli tutti, 35). Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos.
Nesta perspetiva, quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser «parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas» (Ibid., 77). Entre os vários pilares que deverão sustentar esta nova construção, há três que tu – melhor que outros – podes ajudar a colocar. Três pilares: os sonhos, a memória e a oração. A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração.
Uma vez o profeta Joel pronunciou esta promessa: «Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens terão visões» (3, 1). O futuro do mundo está nesta aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa. E tenho a certeza de que não será a única, pois, na tua vida, terás tido tantas e sempre conseguiste triunfar delas. E, dessa experiência que tens, aprende como sair da provação atual.
Nisto se vê como os sonhos estão entrelaçados com a memória. Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz. E, a transmitir isto, és tu que viveste a tribulação das guerras. Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros. Segundo Edith Bruck que sobreviveu à tragédia do Holocausto, «mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pena a fadiga de manter viva a recordação do que foi… e continua. Para mim, a memória é viver».[3] Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória.
Por fim, a oração. Como disse o meu predecessor, Papa Bento (um idoso santo, que continua a rezar e trabalhar pela Igreja), «a oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o talvez de modo mais incisivo do que a fadiga de tantos».[4] Disse-o quase no fim do seu pontificado, em 2012. É belo! A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo (cf. Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 262). Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro.
Querida avó, querido avô! Ao concluir esta minha mensagem, gostaria de indicar, também a ti, o exemplo do Beato (e proximamente Santo) Carlos de Foucauld. Viveu como eremita na Argélia e lá, naquele contexto periférico, testemunhou «os seus desejos de sentir todo o ser humano como um irmão» (Enc. Fratelli tutti, 287). A sua história mostra como é possível, mesmo na solidão do próprio deserto, interceder pelos pobres do mundo inteiro e tornar-se verdadeiramente um irmão e uma irmã universal.
Peço ao Senhor que cada um de nós, graças também ao seu exemplo, alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos e capaz de interceder por eles. Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: «Eu estou contigo todos os dias». Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe.
Roma, São João de Latrão, na Festa da Visitação da Virgem Santa Maria, 31 de maio de 2021.
FRANCISCO
[1] O episódio é narrado no Protoevangelho de Tiago.
[2] Trata-se da imagem escolhida como logótipo do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.
[3] «La memoria è vita, la scrittura è respiro», in L’Osservatore Romano (26 de janeiro de 2021).
[4] Visita à casa-família “Viva gli anziani”, 12 de novembro de 2012.
A Revista Ave Maria, publicação mensal de circulação nacional existente desde 1898, publicou na sua edição de junho de 2021 um artigo sobre a importância do Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, 15 de junho.
O artigo foi escrito por integrantes do Departamento de Relações Institucionais da Pastoral da Pessoa Idosa especialmente para a Revista. O texto destaca a importância dos milhares de voluntários da Pastoral – e também o papel da sociedade como um todo – em ficar atentos às condições de vida das pessoas idosas para notificar e assim combater todo tipo de violação de direito.
IDOSOS SILENCIAM E POUCOS DENUNCIAM QUANDO A VIOLÊNCIA ACONTECE EM CASA
*O artigo é de autoria de Irmã Terezinha Tortelli, Denise de Fátima Nahhas de Palma e Áurea Soares Barroso: membros do Departamento de Relações Institucionais da Pastoral da Pessoa Idosa. Publicado na Revista Ave Maria de Junho de 2021 *
“OXALÁ NÃO NOS ESQUEÇAMOS DOS IDOSOS QUE MORRERAM POR FALTA DE RESPIRADORES.” (PAPA FRANCISCO NA CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI, 3)
Com essa expressão de profunda tristeza, o Papa Francisco lamenta as milhares de vidas perdidas no mundo durante a pandemia disseminada pelo novo coronavírus, causador da covid-19 (do inglês coronavirus disease-19, doença do coronavírus surgida em 2019), que num primeiro momento atingiu diretamente a população de pessoas idosas, pertencentes ao grupo e risco e vulnerabilidade, e, consequentemente, as que foram as maiores vítimas.
Esse trágico cenário da pandemia agravou ainda mais a situação da população de pessoas idosas que já era vítima de “outro vírus”: a violência contra a pessoa idosa! Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2004), esse tipo de violência é definida como “ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade física e emocional da pessoa idosa, impedindo o desempenho de seu papel social”.
A violência contra a pessoa idosa é uma triste realidade em vários países e essa questão social chamou tanta atenção que, em 2006, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa instituíram o dia 15 de junho como o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. O seu objetivo é fazer uma mobilização mundial, visando a criação de uma consciência sobre o assunto e que não pode ser tratado como uma condição normal.
Com esse mesmo olhar de atenção e zelo pela população de idosos no Brasil, em 2004, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), que tem como principal ação o acompanhamento dessas pessoas por meio de visita domiciliar, realizada por voluntários que residem nas mesmas comunidades, e hoje está presente em todo território nacional. Ao completar quinze anos de existência em 2019, a Pastoral da Pessoa Idosa contava com 27.123 voluntários para fazer as visitas domiciliares a 148.780 famílias, fazendo o acompanhando de 180 mil pessoas idosas em 6.317 comunidades, pertencentes à 1.826 paróquias, de 219 dioceses, distribuídas em 1.081 municípios em todos os Estados do Brasil.
Com a pandemia pelo novo coronavírus, houve seguramente uma redução considerável desses acompanhamentos, por isso utilizamos os últimos dados antes do início da pandemia.
Embora as visitas domiciliares dos líderes comunitários da Pastoral da Pessoa Idosa não estejam mais acontecendo de forma presencial, em consequência do isolamento social, as questões relacionadas à violência já eram tema de preocupação, pois muitas vezes foram observadas e relatadas pelos voluntários da Pastoral da Pessoa Idosa.
Durante a formação básica dos voluntários, essa temática da violência contra a pessoa idosa merece destaque. Além das informações sobre a legislação no tocante à proteção dos direitos é despertado o senso de observação, atenção aos detalhes, ouvir mais do que falar.
Uma primeira atitude é procurar compreender bem a situação descrita. Ouvir sem prejulgamento, tendo um olhar de compreensão ao cuidador, que na maioria das vezes é um familiar e com frequência também se trata de uma pessoa idosa.
Muitas vezes, ainda, essa pessoa cuidadora está sozinha no cuidado diuturno por sete dias na semana, durante meses e até anos. Um olhar atento e um ouvido acurado saberão fazer a distinção entre um ato de violência proposital e uma manifestação de estresse e cansaço físico e mental de quem cuida.
Se constatado tratar-se realmente de uma situação de violência, o voluntário fará o encaminhamento da denúncia seguindo esses passos: levar o caso ao conhecimento de um dos serviços de atenção à pessoa idosa, ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a um dos conselhos municipais de direitos.
Dessa maneira, cabe a responsabilidade do encaminhamento aos profissionais responsáveis por esses serviços. O voluntário da Pastoral da Pessoa Idosa faz a ponte entre a família e os serviços públicos. Na falta dos serviços, o próprio voluntário fará uso do Disque 100.
Um olhar atento e um ouvido acurado saberão fazer a distinção entre um ato de violência proposital e uma manifestação de estresse e cansaço físico e mental de quem cuida
Vale lembrar que existe desde outubro de 2003, instituído pela Lei Federal 10.741 e atualizada pela Lei 12.899/2013, o Estatuto do idoso, que visa à garantia dos direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, destacando aqui:
Art. 4º – Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei §1º – É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso.
2º – As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados.
Art. 5º – A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei.
Art. 6º – Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento.
Mesmo com todo amparo legal, a violência contra as pessoas idosas está presente em várias sociedades em que esse grupo é desconsiderado e excluído socialmente, se contrapondo às sociedades antigas, nas quais os idosos eram respeitados, valorizados e havia troca de conhecimento e experiências entre as gerações. A forma de tratamento da pessoa idosa pode ser determinada por motivos diversos que podem ser mais bem compreendidos analisando o contexto social e cultural de cada local.
A violência contra idosos, com frequência, não é denunciada e acontece no ambiente doméstico. Muitas informações sobre violência não chegam às estatísticas, principalmente aquelas invisíveis, que não causam lesões no corpo, mas que causam desesperança e medo às vítimas. Vale lembrar que a sociedade pode e deve estar atenta às condições de vida das pessoas idosas e, ao saber de violação de direito, podem formalizar a denúncia pelo canal disponibilizado pelo governo federal, o Disque 100. O serviço funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, bastando discar 100.
Qualquer pessoa pode reportar alguma notícia de fato relacionada a violações de direitos humanos da qual seja vítima ou tenha conhecimento. Não há necessidade de a pessoa se identificar.
“Quando morre um idoso é como se incendiasse uma biblioteca”: a origem desse provérbio é incerta, mas, independente da procedência, tal sabedoria se aplica a todas as culturas, valorizando o conhecimento acumulado na vida de cada ser humano que é único.
“Um povo que não respeita os avós e as pessoas idosas é um povo sem memória e, consequentemente, sem futuro.” (Papa Francisco)•
* Irmã Terezinha Tortelli, Denise de Fátima Nahhas de Palma e Áurea Soares Barroso são membros do Departamento de Relações Institucionais da Pastoral da Pessoa Idosa
Na última semana, mais precisamente no dia 8 de abril de 2021, faleceu a Coordenadora Estadual da Pastoral da Pessoa Idosa de Santa Catarina, Sra. Leoni Terezinha Welicz, vítima da COVID-19. Infelizmente temos perdido muitos membros da Família PPI para a pandemia do Coronavírus desde o ano de 2020.
Em todo Brasil, faleceram Coordenadores Diocesanos, Paroquiais, Facilitadores, Líderes Voluntários e pessoas idosas acompanhadas pela Pastoral da Pessoa Idosa. O cenário é bastante triste.
Hoje nossa mensagem é em memória de cada nome, cada pessoa que partiu vítima da COVID-19. Deixamos aqui nossa homenagem a cada uma delas pelo trabalho e dedicação que tiveram com a missão da Pastoral da Pessoa Idosa em seu Estado, Diocese, Paróquia e Comunidade. Sabemos o quanto cada um dedicou horas do seu dia para que as pessoas idosas pudessem receber afeto, atenção e informação sobre seus direitos.
Foram pessoas valiosas em nossa sociedade. Todo trabalho que desempenharam deixou marcas e também muitos frutos.
Rezemos para que Deus os acolha em seu Reino. Juntos seguiremos na missão, levando no coração as boas lembranças que deixaram.
Um afetuoso abraço para cada familiar e amigo desses queridos (as) voluntários (as) da PPI.
Em mensagem, a coordenadora nacional da PPI reforça a importância de ligarmos para as pessoas idosas ainda neste momento
Exatamente há 1 (um) ano a Pastoral da Pessoa Idosa suspendeu as visitas domiciliares por conta da pandemia do Coronavírus.
Desde então estimulamos a continuidade no acompanhamento das pessoas idosas de maneira remota, por telefonemas, mensagens e recados. E com muito empenho de toda base de líderes voluntários em todo Brasil mais de 68% das pessoas idosas continuaram recebendo o acompanhamento mensal remoto.
Os líderes enfrentaram o desafio e junto com seus coordenadores Paroquiais, Diocesanos e Estatuais continuaram preenchendo e enviando a FADOPI – Folha de Acompanhamento Domiciliar da Pessoa Idosa para a sede nacional, que fez a sistematização dos dados.
É com muita esperança que mais uma vez pedimos que CONTINUEM acompanhando as pessoas idosas de forma remota, preenchendo e enviando a FADOPI.
Ainda não podemos fazer a visita na casa dos idosos porque os riscos de contágio são grandes.
É preciso tomar muito cuidado com o coronavírus, pois já perdemos muitas vidas! Evite sair de casa.
Acompanhe as pessoas idosas por telefone, mensagens e recados. Essa será a melhor contribuição que você pode dar no momento: seu afeto, sua atenção e sua demonstração de cuidado com a vida.
Um ano se passou e não podemos afirmar quando retomaremos as visitas presenciais. Não é possível se expor e expor as pessoas idosas. Vamos nos cuidar, valorizar a vida e também valorizar os idosos.
Vamos manter o contato virtual, remoto, pois precisamos ter cautela.
A Coordenação Nacional e o Presidente da Pastoral da Pessoa Idosa, Dom José Antonio Peruzzo pedem que observem sempre as orientações repassadas.
É preciso união neste momento difícil que a humanidade atravessa.
Incentivamos ainda que tomem a vacina contra a COVID-19 e orientem as pessoas idosas a tomarem também.
Com fé em Deus, usando a máscara, higienizando bem as mãos e mantendo o distanciamento físico, venceremos mais esse ano.
Fraterno Abraço!
Ir. Maria Lúcia Rodrigues Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa
O dia 8 de março chega e é oportuno fazermos uma reflexão sobre a importância dessa data. Uma data que não podemos banalizar ou transformar apenas em um dia meramente comemorativo. Pois, se resgatarmos as motivações que levaram a definir 8 de março como Dia Internacional da Mulher, vamos descobrir a trajetória de lutas e enfrentamentos que mulheres de todo mundo passaram para serem reconhecidas e terem direitos até mesmo básicos assegurados.
Como Pastoral da Pessoa Idosa, manifestamos nossa admiração por todas as mulheres, especialmente as Líderes Voluntárias, que incansavelmente dedicam seu tempo para acompanhar pessoas idosas. Dos 25.000 mil voluntários da PPI, mais de 80% são mulheres, muitas acima de 60 anos de idade.
Aqui também deixamos um abraço afetuoso para todas as mulheres idosas acompanhadas pela Pastoral da Pessoa Idosa em todo Brasil, reconhecendo toda sua trajetória, a dedicação que tiveram com seus familiares e também na construção da sociedade que hoje vivemos. Elas, mulheres idosas, que sofreram muito, enfrentaram desafios, buscaram e conquistaram direitos para que hoje nós pudéssemos caminhar um pouco mais leves e livres.
Para que seus esforços não tenham sido em vão, queridas mulheres, seguiremos firmes para que dias melhores sejam possíveis a todas.
O ato certamente fortalece as atividades da Pastoral da Pessoa Idosa que há 16 anos faz gratuitamente o acompanhamento mensal sistematizado das pessoas idosas mais vulnerabilizadas em todo Brasil.
O anúncio do Santo Padre é visto por nós como uma forma de dar cada vez mais visibilidade para a necessidade de valorização das pessoas idosas em todo mundo.
Foram as pessoas que hoje encontram-se idosas que construíram a sociedade em que vivemos e, portanto, devemos respeito a elas. Nossos idosos são fonte de sabedoria desde os seus atos mais simples até as ações que impactam toda a comunidade.
Zelar pela vida digna das pessoas idosas é um ato de amor e de responsabilidade com nossos ancestrais. É preservar a riqueza dos anos e enaltecer o dom da velhice.
Celebramos então as palavras iluminadas do Papa Francisco, pois elas vêm ao encontro da missão da Pastoral da Pessoa Idosa e somam forças ao trabalho que é realizado por nossos voluntários.
Uma sociedade que honra e acolhe seus idosos pode esperar um futuro eminente!
A Pastoral da Pessoa Idosa deixa esse recado sobre a importância de tomar a vacina de imunização à COVID-19, continuar usando a máscara e higienizando as mãos frequentemente.
A vacinação garantirá a preservação da vida. Tomando a vacina você estará protegido, evitando que o vírus provoque sintomas graves.
A vacina é segura. Toda vacina é segura. Foram muitos cientistas trabalhando no mundo todo para encontrar uma vacina eficiente, que ajude no controle do Coronavírus.
Todo dia bem vivido importa! Então, devemos nos cuidar seguindo todas as orientações para prevenir o contágio.
Graças a Deus! A vacina chegou e as pessoas idosas serão um dos primeiros grupos a poder se vacinar.
Vamos ter cuidado com as falsas notícias! Fale com seus familiares e amigos sobre a importância da vacina, sobre esse ato de amor que pode proteger a todos. Ciência e fé geram qualidade de vida.
O Papa Francisco quando tomou a vacina, chamou nossa atenção para essa responsabilidade e disse que acredita que todos devemos tomar a vacina.
Juntos e com muita fé em Deus venceremos mais esse desafio. Estamos com vocês!