A hipertensão em pessoas idosas é um dos temas que mais pedem atenção no cuidado diário. Conhecida como pressão alta, essa doença crônica acontece quando a pressão do sangue nas artérias se mantém elevada: o famoso 14 por 9. Com o avanço da idade, esse quadro se torna ainda mais frequente. Segundo o Guia do Líder, após os 60 anos, mais da metade das pessoas podem apresentar hipertensão.
O grande risco é que a pressão alta nas pessoas idosas muitas vezes não apresenta sintomas. Por isso, aferir a pressão regularmente é a forma mais segura de identificar o problema. Quando não é controlada, a hipertensão pode provocar dor de cabeça, falta de ar, vômitos, agitação e visão embaçada. Também está entre os principais fatores de risco para AVC, infarto, aneurisma e problemas nos rins e no coração.
Envelhecimento, fatores de risco e controle
Embora em cerca de 90% dos casos haja influência hereditária, outros fatores aumentam o risco, especialmente na velhice: consumo excessivo de sal, obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo, bebidas alcoólicas e colesterol elevado. Isso torna o acompanhamento da saúde ainda mais importante após os 60 anos.
A boa notícia é que a hipertensão tem controle, apesar de não ter cura. E controlar é proteger a vida. O tratamento deve ser orientado por um médico, sem abandonar os medicamentos. O SUS oferece remédios gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e pelo programa Farmácia Popular. Além disso, alimentação equilibrada, menos sal, atividade física e acompanhamento regular ajudam a preservar a qualidade de vida.
Na Pastoral da Pessoa Idosa, esse cuidado também passa pela presença e pela escuta. Durante as visitas domiciliares, o líder tem a missão de orientar, incentivar o cuidado contínuo e lembrar que é possível viver bem mesmo com hipertensão. O tema está no Guia do Líder, item 7.5 – Hipertensão.
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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa Nacional
