Todo mundo esquece onde deixou as chaves. Mas quando a pessoa idosa esquece o caminho de casa, repete a mesma pergunta ou não reconhece os ambientes, preste atenção: esses sinais não são envelhecimento normal e podem indicar a Doença de Alzheimer.

No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença. Por isso, 21 de setembro é o Dia Mundial e Nacional de Conscientização, no Setembro Lilás.

O diagnóstico precoce muda o jogo

Quanto antes o diagnóstico, mais cedo começa o tratamento que retarda os sintomas e preserva a autonomia. Ao notar mudanças de memória, humor ou comportamento, procure um médico geriatra ou neurologista e não espere “passar sozinho”.

Quem depende do SUS tem direito a diagnóstico, tratamento e acompanhamento. A porta de entrada é a UBS (Unidade Básica de Saúde). Medicamentos como donepezila, memantina, rivastigmina e galantamina são fornecidos gratuitamente, inclusive nos casos graves, e há centros de referência com acompanhamento especializado e orientação às famílias. Procure a UBS mais próxima.

Como proteger o cérebro da pessoa idosa

Hábitos simples reduzem o risco: caminhar, manter a mente ativa com leitura e jogos, conviver com família e amigos, dormir bem e cuidar da alimentação. A socialização é um dos maiores “remédios” contra o isolamento, que acelera o declínio.

Para quem já convive com o Alzheimer, o cuidado é feito de pequenos gestos: rotina organizada, ambiente seguro, paciência e presença. A pessoa idosa continua sendo um indivíduo com história, afeto e dignidade e a família, com apoio e informação, pode acolher em vez de apenas vigiar.

Neste Setembro Lilás, o convite é simples: informe-se, observe, acolha. Falar sobre Alzheimer é o primeiro passo para cuidar melhor de quem amamos.

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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa Nacional