O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe um tema que vai muito além da sala de aula: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Neste e no próximo domingo (9 e 16 de novembro), mais de 4,8 milhões de candidatos precisam refletir sobre como a população envelhece no Brasil através de um texto dissertativo-argumentativo.
A escolha é significativa. Em 2070, quase 40% dos brasileiros serão idosos. Enquanto isso, problemas estruturais como violações de direitos, preconceito por idade (etarismo), abandono social e falta de políticas públicas adequadas continuam invisibilizados.
Professores de redação destacam que o tema permite abordar questões profundas: mudanças demográficas, necessidade de políticas públicas efetivas e transformação cultural na forma como a sociedade enxerga quem envelhece. O Estatuto da Pessoa Idosa (2003) oferece referência legal, mas a discussão vai além: reconhecer que as pessoas idosas não são invisíveis, mas protagonistas da vida social.
Essa é precisamente a urgência que move organizações comprometidas com a defesa da pessoa idosa. Não basta debater em redações escolares; é preciso agir.
PPI: mais de 20 anos na linha de frente
A Pastoral da Pessoa Idosa materializa exatamente essa transformação. Desde 2004, a organização acompanha 100 mil pessoas idosas mensalmente através de visitas domiciliares sistematizadas em 1.080 municípios brasileiros. Seus 20 mil voluntários não apenas identificam violações de direitos, mas promovem ação comunitária concreta que transforma políticas públicas em realidade nas vidas de quem mais precisa.
Enquanto candidatos do Enem 2025 constroem argumentos sobre soluções, a PPI segue comprovando que elas existem e funcionam. A mudança passa por escuta genuína, mobilização comunitária e, principalmente, pelo reconhecimento de que a pessoa idosa merece dignidade todos os dias.
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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa
