No dia 16 de outubro, celebramos o Dia Mundial da Alimentação. Para a Pastoral da Pessoa Idosa, porém, esse tema não cabe em uma data: ele vive no dia a dia das visitas, das famílias e das comunidades. Porque comer bem é cuidar da vida, em qualquer idade.

Garantir que a pessoa idosa se alimente com qualidade não é gesto de bondade: é obrigação prevista em lei. O art. 3º do Estatuto da Pessoa Idosa determina que família, comunidade, sociedade e poder público assegurem, com absoluta prioridade, os direitos à vida, à saúde e à alimentação. E essa prioridade começa no prato de todo dia.

O problema é que o prato de todo dia mudou e não para melhor. Nossos antepassados produziam grande parte do alimento em casa: verduras da horta, ovos do quintal, leite da própria criação. Hoje, as refeições prontas e industrializadas dominam, e o resultado aparece em forma de sobrepeso, hipertensão, diabetes e perda de autonomia.

Na velhice, o alerta é ainda maior: a desnutrição é silenciosa. Ela aparece na roupa que ficou larga, na falta de apetite, na força que vai embora devagar. Somente quem está próximo percebe e pode agir.

Comida de verdade, vida de verdade

O caminho é mais simples do que parece. O Guia Alimentar para a População Brasileira, que fundamenta as orientações da PPI para este tema, resume bem: prefira alimentos in natura, como frutas, legumes e ovos, e deixe os ultraprocessados fora do cardápio. Arroz, feijão, ovo e salada: comida de verdade, acessível e saudável.

E tem um ingrediente que nenhum guia ensina a medir, mas faz toda a diferença: companhia. Refeição partilhada nutre o corpo e o coração.

Neste Dia Mundial da Alimentação, faça a pergunta simples: “você almoçou bem hoje?”. Ligue, visite, sente à mesa. Um prato partilhado também é um direito cumprido.

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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa